You can save people's lives, but you can't save people from life
Está sempre escolhendo as pessoas erradas para amar. E daí que depois você vai sair nas ruas dizendo que pelo menos aprendeu algo. A coisa mais fácil do mundo é falar que está feliz para alguém de fora, o difícil é se convencer de que não merece aceitar uma sequência de erros e humilhações. Precisa de alguém que queira cuidar de você e que não se importe em perder algumas horas de sono para te ouvir reclamar sobre como o mundo anda te batendo. Que te chame para assistir um filme que ninguém na realidade vai prestar atenção porque ambos vão estar ocupados demais pensando em como é realmente ali o melhor lugar para se estar no momento. A verdade é que você prefere chorar do que sorrir, porque se acomodar com o sofrimento é mais fácil do que reconhecer o seu valor e fazer algo a respeito.”
Os porquês de Amélia Roswell. (via rotalizar)
E aquela vadia me chamou de “mal-amada”, e talvez ela tenha mesmo razão. Acho que nenhum cara soube me bem-amar, me amar do jeito certo, me amar na proporção certa, me amar na intensidade que eu mereço. Mas o que eu posso fazer se eles nunca conseguiram dar conta de uma mulher como eu? No ensino médio, eu fui uma das mais inteligentes da turma, do tipo CDF mesmo, como o primeiro cara por quem me apaixonei adorava me chamar. E ele nunca soube lidar com isso, o que eu poderia fazer? O azar era dele. Alguns caras não gostam que as garotas sejam mais inteligentes que eles. O segundo cara por quem me apaixonei não soube lidar com o meu mistério, ele dizia que eu era um enigma muito difícil de ser decifrado, e eu seria um desafio para ele. O que poderia fazer? Alguns caras não gostam de desafios, querem tudo muito fácil, sem nem um pingo de mistério. Eu não era para ele. E o terceiro cara por quem me apaixonei não soube lidar com a minha demonstração de afeto. Dá para acreditar? E aí eu me pergunto mais uma vez: o que eu poderia fazer? Algumas pessoas tem dificuldade com isso, não sabem receber amor. E aquela vadia me chamou de mal-amada, verdade. Mal amada, mal sentida, mal compreendida.”
Christiellen Pinto. (via enfloresce)
Eu não te culpo, sou uma bagunça aqui dentro. Falo sem pensar, sou indecisa entre o sabor do sorvete até qual filme quero assistir, e no final prefiro nenhum. Gosto muito de uma musica e escuto tanto até não aguentar mais. Sorrio e choro por motivos bobos. Gosto sempre de livros românticos em que todo mundo sabe o que acontece no final. Conto piadas que sei que não tem graça, mas daria tudo para te fazer rir, daria tudo pra te fazer sentir como eu. Talvez se você entendesse tudo isso você teria ficado. Talvez você fizesse da minha bagunça o seu lar. Mas você foi embora. Fica tranquilo, eu não te culpo.”
Enflorecerei. (via agridociei)
Eu não aceito. Eu não aceito o que a vida diz que tem que ser Arthur e também não aceito que o vento invente o curso que eu tenho que seguir. Ontem eu tava lembrando que queria ser o balão que vi no céu e você não concordou. Mas é colorido e bonito - insisti - e livre. “Mas que merda de liberdade é essa?” Eu fiquei com raiva de você Arthur, eu quis te xingar e te mandar pra longe mas, agora eu entendo. É mesma merda de liberdade que cai sobre meus olhos. Vã. O vento guia os balões. O Vento serve pra levar balões, pipas e folhas secas mas eu não sou nada disso. Eu sou mais que as folhas secas que nunca foram lembradas, eu sou mais que a tristeza do menino que perdeu a pipa eu sou mais do que o vento pode levar. Eu sou pessoa e pessoa não se leva pelo vento. Eu sou sentimento, Arthur. E sentimento só quem leva são pessoas. Mas também não caibo em mais ninguém. Nem em mim. Eu não aceito as horas que me dão. O tempo que é imposto. Dia e noite não me faz sentido porque quero vida à noite debaixo da lua que me pertence e dormir debaixo do sol pra suar pelos sonhos e não por dinheiro. Arthur a vida não faz sentido e minha loucura aumenta a cada vinte e quatro horas que são poucas demais. Minha insanidade acorda toda manhã e se amarra aos meus pés pra andar comigo pronde for. Não aceito caminhar no asfalto e perder horas dentro de um ônibus. Quero caminhar na terra indo pra lugar nenhum. Eu não aceito a alma que se formou em mim Arthur, enquanto no meu rosto cabem estrelas ela se enferruja e esfarela e o mesmo vento que leva e traz balões e pipas, a leva e espalha pelo mundo. Minha loucura não me deixa procura-la. Em suma uma gaiola fica e dela o que enxergo são os espaços e é isso que sou. Os espaços das grades. Uma merda de liberdade que não existe. Fujo e dou de cara comigo. Arthur eu não aceito a vida.”
E viver ta me deixando louca.    (via capitule)
coisas que eu tenho medo:

apagou:

apagou:

1. tenho medo que a minha fome de mundo te assuste. medo porque o mundo me pesa e eu devoro tudo rapidamente e tudo me devora rapidamente. e você pode ser o tudo.

2. tenho medo que você não saiba aceitar meu silêncio e o julgue. medo porque é isso que todo mundo faz quando na verdade meu silêncio é só um “cuida de mim” que eu não consigo falar e engulo.

3. tenho medo que você não entenda as coisas que eu falo. medo porque ninguém entende e quase sempre são coisas do meu coração que eu cansei de guardar da boca pra dentro.

4. tenho medo que eu não te caiba e falte formato ou pedaços. medo porque eu não sou completa e talvez meus pedaços e meu formato indefinido te façam não querer ser meu abrigo.

5. tenho medo de não poder te tocar e sentir e amar. medo porque eu quero poder.

6. tenho medo que você note a minha tristeza diária. medo porque eu sempre fui triste e ninguém quer alguém triste.

7. tenho medo que você passe depressa e me olhe igual os outros me olham. medo porque eles só olham mas não me vêem e por você eu quero ser vista. quero ser notada.

8. tenho medo que você me troque. medo porque alguém mais leve te faria um bem maior. mas eu tento tanto.

9. tenho medo que você faça igual a Clementine de brilho eterno de uma mente sem lembranças e decida me apagar sem pré aviso. medo porque ninguém se despede só abre a portinha e sai e te esquecer ia ser mais doloroso do que foi pro Joel.

10. tenho medo de despir tudo pra você. medo porque você pode sumir e não voltar e me achar feia num mundo que também é feio.

11. tenho medo de te perder. medo porque sei que ninguém é de ninguém mas ganhar sua companhia nesse mundo impreciso já significa muito pra mim.

12. tenho medo que tu tenha mais medos que eu [e tu tem]

A nossa geração não é uma geração feliz. E não tá tudo bem quanto a isso.
Tá todo mundo perdido, todo mundo sem rumo. A verdade é que tá todo mundo sem esperança, e quando a esperança morre, uma parte da gente morre junto. Tá todo mundo meio morto por dentro, vivendo em um mundo aonde a gente é 24 horas pressionado pela sociedade, escola, família, estágio, faculdade, trabalho, amigos…
Não tá tudo bem. Tá tudo mal. Tá tudo muito mal.
A nossa geração tá baseada em ataques de pânico, crises de ansiedade, depressão, bipolaridade, tentativas de suicídio, suicídio, auto mutilação, transtornos alimentares, fobias. A nossa geração é infeliz pra caramba.

A gente procura alguma coisa pra se viciar pra fugir dessa infelicidade, sorte a nossa quando o vício é a internet, um sono exagerado e umas séries na netflix. Ainda assim eu não consigo descrever o quão deprimente é ver jovens vivendo suas vidas trancados em quartos sem vontade alguma de sair. Mas mais triste é quando o vício é auto destrutivo. Triste é quando isso mata a gente por dentro aos poucos sem a gente perceber. E pior ainda é quando a gente percebe mas já perdeu o controle disso. Ou ainda tem controle e não se importa mais.

A pressão vinda de todos os lados tá deixando os jovens doentes. A falta de entendimento tá deixando a gente maluco, se é assim que a maioria gosta de chamar. O crescimento da tecnologia, que tinha tudo pra ser algo bom, tá fritando nossas cabeças e controlando nossas vidas de uma forma bizarra em vez do nos ajudar. A ignorância em relação a saúde mental tá destruindo a cabeça de todo mundo. A falta de empatia entre nós mesmos tá tornando nossas vidas cada vez mais difíceis. E chega um dia que isso não tem volta. Não é drama, não é exagero. É uma realidade que ninguém quer encarar. Porque não é normal.

Não, não é normal o cara parar de viver pra passar em um vestibular, não é normal o cara parar de comer para se encaixar em um padrão criado pela sociedade. Não é normal o cara não poder se divertir porque ele não tem tempo porque tem trabalhos demais da faculdade. Não é normal o cara não ter amigos porque ninguém “atura” as crises dele e não sabe lidar quando ele não tá bem. Não é normal o cara não conseguir um emprego porque ele se veste do jeito que quer e tem o cabelo azul. Não é normal o cara não conseguir sair de casa por dias sem ter uma crise de pânico. Não é normal o cara de 15/16/17/18 anos ou algo por aí passar mais noites chorando do que dormindo. Não é normal o cara não poder mais falar com os pais porque ele namora outro cara. Não é normal todos estarem 100% preocupados com o nosso futuro acadêmico, nosso sucesso no mercado de trabalho escolhido muitas vezes por outras pessoas e 0% com a nossa saúde mental, com nossos desejos, nossos planos, nossos sonhos. Não é. Não é normal um monte de coisa que a sociedade vêm dizendo pra gente que é normal, que a gente tem que aceitar, que a gente tem que seguir, que respeitar. Não é normal dizerem isso 300 vezes por dia no nosso ouvido até a gente acreditar e nunca se sentir bom o suficiente.

Eu tô cansada de ver meus amigos indo embora, se tornando outras pessoas, se cansando de quem são, desistindo de quem são e de tudo que queriam ser. Eu tô cansada de ver meus amigos sumindo, desacreditando deles mesmos, desacreditando que eles são bons o suficiente. Tô cansada de ver meus amigos se cansando de viver. Tô cansada de ver todos os jovens perdendo sua originalidade em um vazio que foi dito a eles que era obrigatório ser seguido, porque o outro caminho que eles escolheram era inútil e não valia de nada. Tô cansada de ver jovens que não conseguem enxergar seu valor sozinhos e cansada do resto do mundo só confirmando a eles que esse valor é 0.

A vida é pra ser prazerosa, e é isso que estão tirando da gente.

Escuto constantemente que as outras gerações foram mais úteis para o mundo, fizeram mais pela gente, importaram mais. Mas como podemos ser ou fazer alguma coisa para o mundo quando as pessoas nos dizem pra não termos esperança nem em nós mesmos?

Maria Luiza Pimenta (via alltheirdreams)
Eu nunca sei como começar isso. Começaremos com um poema, queria ser um peixe, mas peixe não posso ser, porque peixes nadam no rio, e lá já ta cheio de piranhas como você, bitch. Desculpa amor, não resisti. Agora sim, deixa eu abrir a calculadora pra reunir informações. Ok, você está me aguentando a marromeno 570 dias, que é mais que 500, que é mais que o Tom e Summer ficaram juntos, o que já diz que não vamos acabar em uma loja de discos discutindo sobre qual é o melhor “Beatle” (desculpa se você não entendeu a referência, assista o filme mocinha). Ta bom, em 570 dias, calculo que eu devo ter jogado 1140 horas de jogos aleatórios, sabe o que são 1140 horas? Isso é coisa pra caralho (gosto de usar meu “tempo jogando” pra medir o tempo porque parece mais), nesses 570 dias, cerca de 500.000 iPhones foram produzidos, e cerca de 200.000 Windows piratas foram instalados, e cerca de 200.000 escravos asiaticos ficaram embalando produtos pro AliExpress, tudo pra você ter aquele moletom super conceitual e hipster com uma galaxia nele. Então, só quero dizer que isso foi bastante tempo pra me aguentar, e eu não consigo imaginar o esforço que você tem que fazer pra me aguentar, porque mano… né.
Ok, agora partindo para nós.
A gente pode ter uma vaca? Eu vi um video de uma vaca chamada “Milkshake” antes, ela me lembrou você, ela tem uns distúrbios de personalidade, e ela acha que é um cachorro, seria tão legal uma vaca cachorro. Outra coisa legal, em 570 dias, você foi a unica pessoa com a qual eu desejei ter uma vaca junto. Você é o tipo de pessoa que desperta nas pessoas o sentimento de “Seria legal morar com ela e ter uma vaca cachorro”, talvez pela semelhança, sabe.
Ah, não vou esquecer das coisas que precisam estar presentes em tudo que eu escrever: Eu te amo, caralho, eu te amo cara. Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, e a melhor pessoa que eu ja conheci, e eu tenho certeza que você é a melhor que eu poderia conhecer, ah, e você é o amor da minha vida. Talvez você tenha cansado de ler sobre isso já, a janelinha de texto do Tumblr tá pedindo pra eu parar, mas é mais forte do que eu. Ano passado no dia dos namorados eu ouvi um “Nossa, tu tem sentimentos”, foi de uma colega minha lá, e isso foi estranho, porque, talvez eu não tenha percebido, mas eu passo pra algumas pessoas a coisa de que eu não tenho, e eu também já ouvi uma vez (sobre eu e você): “Nossa, eles falam igual gente normal, e não como namorados.”, e isso também foi estranho, parece que nós somos dois amigos que falam sobre vacas e gansos, mas aquele lance de “amigos com benefícios”. Essa coisa toda, somado com o fato de o meu eu pensar que eu tinha nascido pra ser sozinho (antes de você chegar), ainda me faz desconfiar que mesmo acompanhado eu vou parecer sozinho para alguns, mas isso não vem ao caso, eu acho. Enfim, é só pra deixar claro mais uma vez que, eu te amo, é, isso, (sim janelinha do Tumblr, você ainda vai ler muito isso, chola mais).  Ah, e por favor, tenha uma vaca cachorro comigo.”
(570) Days of Spring
(via empt-ness)
Agora não importa mais. A cada dia, o presente vai consumindo o passado. E tudo o que fica para trás, se tornam lembranças. Só que ainda é inevitável não pensar, não se perguntar. Valeu a pena para você? Todas as noites em que passei horas conversando contigo, te animando, te consumindo de carinho, de amor. Eu realmente te fiz bem? Porque eu não costumo fazer bem a ninguém. E já me acostumei com isso. Mas com você, eu fui o melhor que poderia ser. Com você, as minhas piadas, por mais sem graça que fossem, tinham graça. Com você, as minhas tristezas pareciam uma gota de água em meio a um oceano de alegria. Com você, esqueci o que era gostar e ter um pouco de atenção e passei a entender o que era amar e pensar em outra pessoa além de mim mesmo. Por isso ainda dói tanto. Por isso tenho tanto receio. Porque para mim, você foi a minha melhor recordação, o meu melhor presente, o meu maior orgulho. Você não só foi à primeira opção, mas também a única. Enquanto para você, eu não passei de uma tentativa de esquecimento. Não passei de um plano B, porque o plano A, não deu certo ou não valia à pena. É triste admitir, é difícil dizer. Mas eu me sinto uma brincadeira para você. E quem muito brinca, uma hora deixa de ser levado a sério.”
Allax Garcia  (via rotalizar)